terça-feira, 5 de outubro de 2010

texto da aula de português. parte 6

Olá galera, meu nome é Natalia e eu andava meio sumida por aqui... Pois é, estava sem criatividade e tempo. Menina compromissada, sabe como é. 
Vou contar uma curiosidade: eu só consigo criar textos no computador. É lamentável. A mão a criatividade não vem, ou talvez seja porque o word que me ajuda a corrigir as palavras redigidas errado ou uma frase sem sentido. Mas, decidi continuar a história, ao menos agora, do Stevan. É, o cara da praça. Boa leitura (:


No caminha até minha casa, tentei o possível não denunciar minha vontade de olhar para traz. Eu já saberia a conseqüência disso tudo no outro dia, a se sabia. 
Entrei pelo portão de minha casa, tropecei no primeiro degrau da escada de madeira, que fora construída por minha mãe, que dava para o jardim que ultimamente ela andava trabalhando, e me deparei com a própria regando os girassóis, toda suja de barro.
- Oi mãe
- Ah, você esta aí! Querido preciso de uma ajudinha sua aqui no jardim... - a olhei com uma cara deprimida, fui até ela e a envolvi num abraço breve.
- Vai me ajudar? - Então ela deu aquele sorriso que sempre fazia quando queria algo.
- Agora não posso mãe, você sabe, sou uma cara ocupado! - Fiz beicinho, mas ela já tinha posto em minhas mãos o balde, e me puxou pelo braço, e foi jogando as folhagens do chão dentro.
- Filho, filho, olha para sua linda mãe, deixa só eu dizer o que estou pensando em fazer aqui, por favor filho... - Com a voz perto da suplica, ela deu um sorriso meigo, que não teve como resistir. Essa era minha mãe, linda, meiga e muito esforçada, que eu amava.
- Ok dona Elizabeth, futura paisagista de grande sucesso, me diga no que esta pensando - cruzei os braços no peito, e dei um sorriso encorajado, e ela sorriu de volta agradecida. 
- Bom, ali naquele canto, é ali mesmo, aonde estão os entulhos, eu quero colocar um laguinho, e pensei em colocar uns peixes nele, e bem aqui, vou reaproveitar essas flores e deixar o canteiro de margaridas, que daria um aspecto alegre para a paisagem... e bem ali eu pensei em colocar uma pista de madeira, luzes aqui em cima, para toda noite ficar estrelado, e ainda estou pensando em ali - ela apontou ao lado de onde seria o lago - fazer um lugar confortável para descanso - ela colocou as mãos fechadas no coração, olhando com grande expectativa para mim, com medo de caso eu não aprovar. 
Ela era maravilhosa, tanto no que fazia, e em como pessoa. Nosso relacionamento mudará muito, após o termino do casamento com Roberto. Não o tratava mais com o nome de "pai" porque não o considerava mais como tal.
Até hoje fico imaginando o que se passou pela cabeça deste cara, para machucar, trair e deixar uma mulher como está. Eu não conseguia compreender e nem perdoar.
Elizabeth era minha mãe, dona de um belo corpo, conservado apesar do tempo, seus 49 anos a valorizava muito. Era simpática, alegre e muito inteligente. E se ele não teve a capacidade de valorizar esta mulher, certamente outro cara valorizaria. E eu seria responsável por escolher a melhor pessoa para ela. Claro que ela não estava de acordo em arrumar um namorado, para ela "não havia tempo", dizia que tinha muito trabalho e que eu ainda precisava de seus cuidados, apesar dos meus 19 anos.
Mas também não deixaria ninguém mais machucar esta mulher que agora estava com os seus olhos ansiosos e verdes me encarando, esperando uma resposta.
- Vai ficar maravilhoso Elizabeth. Simplesmente perfeito. 
O seu sorriso foi enorme, eu a abracei, e sorri em meio a seus cabelos ruivos e sussurrei - Amo você, mamãe. 

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