Demorou, mais enfim eu fiz. Ficou estranho, mais leia aí e seja feliz :*
Ela estava a mais ou menos uns cinqüenta metros de distancia de mim, sentou-se em um banco em meio a duas árvores cruzando as pernas. Hoje ela estava vestida com uma mini saia, que lhe caia perfeitamente bem. Era curta, mais não chegava à vulgaridade, e com sua blusa de botão com flores do campo, deixando-a com um aspecto meigo. Seus cabelos estavam presos em uma trança, como uma princesa amazonas.
- Cara, porque você não vai lá falar com ela? – Disse Eristeu, me tirando dos meus devaneios.
Eu o olhei surpreso, e disse:
- Ta maluco Eristeu? Nunca essa garota iria falar comigo, no mínimo iria fingir que sou invisível, se eu chegasse lá...
- Quanto pessimismo, isso é contagioso? Pare com isso, vamos lá, você não tem nada a perder, sua reputação aqui é uma porcaria – olhei bem para ele, eu sabia que estava curtindo com a minha cara – e mesmo se ela te der o fora, você vai ter tentado! O que seria do Peter Parker se não perdesse a sua vergonha e falasse com Marie Jane? E você viu que se deu bem e...
- Claro, ele era o homem aranha! – Fiz uma cara de indignado, e arquei as sombracelhas e fiquei encarando Eristeu.
- Vamos apostar! O que você acha? Se você for e conseguir pegar o telefone dela, eu juro que te dou a minha conta do tíbia – o vi colocando o braço esquerdo para trás das costas, e pelo que o conheço, sei que o cretino cruzou os dedos – Eu sou o recordista numero um... E ai, o que você acha? – Ele fez uma cara de felicidade, como se aquela porcaria de jogo de nerd seria a melhor coisa do mundo. Mas não queria desapontar o meu único amigo, ao menos aqui nessa nova cidade, então só balancei a cabeça, suspirei e me pus de pé. A vi à 90° graus de onde eu estava.
- Cara, você vai? Uau... Mais, o que você vai dizer? – Eu fingi não ouvi-lo, fui andando em linha reta, em direção a Katherine, cortando pela grama – Ei... – Ouvi Eristeu pelo canto dos olhos me seguindo, apertei mais o passo, fazendo ele se voltar para o banco.
A principio me senti tranqüilo, não era a primeira vez que fazia isso. Coisa da qual Eristeu não sabia. Não contava para ele, de minha vida que vivi na outra cidade. De alguma maneira, Eristeu pensava que eu era igual a ele.